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domingo, 21 de novembro de 2010

Trabalhando com hiperlinks


TER COMPUTADOR É SUFICIENTE PARA A INCLUSÃO DIGITAL?

Nos dias atuais, para que um indivíduo possa se tornar um cidadão crítico e empreendedor é necessário que ele tenha acesso não somente à educação, mas, também, às tecnologias da informação e comunicação – especialmente, o computador -, uma vez que estas permitem o acesso rápido e atualizado às informações (Jesus, 2006).

Como acesso fundamental também à educação, essas tecnologias permitem, sobretudo, a permanente formação do cidadão, quer seja por meio de programas de educação a distância, por meio de trocas de informações via internet ou, ainda, pela geração de conhecimento em comunidades virtuais.

A educação é fundamental para o desenvolvimento de um país. É ela que faz o homem e promove o desenvolvimento de modo geral. Disso ninguém discorda. Exemplos não faltam de nações que priorizaram a educação - Irlanda, Espanha e Coréia do Sul - e saíram de uma situação de crise socioeconômica e hoje colhem os bons frutos com um alto nível de renda da população, emprego e respeito internacional.

A importância que se dá à educação está ligada à atenção que o tema conquista da sociedade e a mídia é um bom termômetro dos interesses sociais. “A mídia é uma arena privilegiada do debate público e um ator importante não só na repercussão, mas no próprio agendamento dos grandes temas nacionais”, define o Observatório da ONG Ação Educativa. Ela tem se revelado um dos temas nacionais.

A educação não é uma mercadoria que se compra e que se vende, é um direito de cidadania e deve ser considerada como um direito público. Para tanto, reivindica, com veemência, a interação com recursos tecnológicos informacionais, de modo a promover a formação para o exercício da cidadania e o preparo para o trabalho necessários ao ingresso na sociedade da informação.

Um parceiro importante da educação é a inclusão digital, a qual deve ser parte do processo de ensino de forma a promover a educação continuada. Entende-se por inclusão digital a universalização do acesso às tecnologias da informação, de modo a permitir a inserção de todos na chamada sociedade da informação. No entanto, para além do acesso a um computador e à rede, o domínio dessas ferramentas é que tornam seu usuário um incluído.

A inclusão digital é necessária a fim de possibilitar a toda população o usufruto dos mais variados serviços prestados via internet. É, antes de tudo, melhorar as condições de uma determinada região ou comunidade com a ajuda da tecnologia. Aliás, tal inclusão só existe se os recursos tecnológicos forem utilizados em prol da melhoria da qualidade de vida das pessoas.
Assim, um incluído digitalmente não é aquele que apenas utiliza essa nova linguagem, que é o mundo digital, para trocar e-mails; mas, essencialmente, aquele que usufrui desse suporte para melhorar as suas condições de vida, simplificando a sua rotina diária, maximizando o tempo e as suas potencialidades.

Beatriz

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Quem sou como educador e aprendiz?


Como foi citado por Nóvoa, é difícil ser educador hoje, é mais complexo do que foi no passado. Temos que lidar com a construção do saber, mas também com a tecnologia e a complexidade social. A escola pública universalizou, alunos de diferentes grupos sociais freqüentam a escola tornando muito mais difícil o nosso trabalho. Convivemos com a violência, com a droga, com o descaso com a educação pública, com famílias desestruturadas, falta de democracia, escolas sem estrutura e tecnologia, baixos salários, e por assim vai.

Como educadora, me sinto aprendiz. Pois tenho consciência da complexidade que permeia nossas escolas e que é fundamental a formação continuada dos professores, para que possamos ser organizadores de aprendizagens via os novos meios informáticos.

A escola precisa tornar-se atrativa e atender com qualidade o nosso aluno. Precisamos buscar conhecimentos, ou melhor, construir conhecimentos, para que possamos articular os diferentes conteúdos de forma interdisciplinar e contextualizados, promovendo no aluno a construção da aprendizagem crítica e reflexiva junto à comunidade e à sociedade.

Eis que é uma tarefa muito difícil, mas não impossível.

Beatriz

Proposta de projeto



ROTEIRO PROPOSTA DO PROJETO

1. Identificação
Nome do cursista: Beatriz Leite Goulart
Nome da Escola: Escola Classe 01 Local (cidade/estado) Ceilândia
Série: 3º ano do BIA Número de alunos: 25 alunos
Professores envolvidos: Coordenadora pedagógica e professores da turma

2. Problemática a ser estudada / Definição do Tema

Brincando e aprendendo com a Matemática-compreensão de conceitos matemáticos

3. Justificativa

Estimular a compreensão de conceitos matemáticos visto que os alunos demonstram dificuldades na resolução de atividades que envolvem o raciocino lógico matemático.

4. Objetivo (s) Desenvolver habilidades que permitam resolver problemas e lidar com informações numéricas, gerando reflexão, autoconfiança e liberdade criativa; procurar despertar o interesse pela Matemática através de jogos e integrar a utilização do computador e os recursos tecnológicos à prática pedagógica de forma proveitosa e prazerosa.

5. Conteúdos
 Compreender a representação numérica de nosso Sistema Decimal de Numeração;
 Resolver situações problemas que envolvam operações com números naturais de acordo com a série;
 Observar e reconhecer as formas geométricas presentes na natureza e nos objetos criados pelo homem;
 Desenvolver o raciocínio lógico matemático e a imaginação criadora;
 Passar por várias experiências concretas envolvendo o conceito da adição, da subtração, da multiplicação e da divisão;
 Leitura e interpretação de situações-problema;
 Utilizar diferentes estratégias e registros, explicando o processo percorrido de suas resoluções;
 Desenvolver a linguagem oral;
 Criar e compreender regras.

6. Disciplinas envolvidas
Português e Matemática

7. Metodologia / Procedimentos / Cronograma Os alunos serão atendidos em vários espaços da escola, dependendo da atividade que será desenvolvida naquele dia (sala de aula, quadra de esportes, sala de vídeo e laboratório Informática).
 Em reunião pedagógica juntamente com os professores que participam do projeto interventivo serão discutidas e elaboradas as atividades que serão desenvolvidas com os alunos. Elas serão conduzidas e planejadas de acordo com o currículo do Ensino Fundamental – Anos Iniciais.
 As atividades propostas envolverão conceitos de número e operações e permitirá à criança criar, discutir problemas, utilizar diferentes estratégias e registros, explicar o processo percorrido e comunicar suas resoluções. Oportunizando aos alunos vivenciar problemas interessantes e significativos.
 Os alunos desenvolverão atividades no laboratório de informática, utilizando jogos (quiz), software educativo e sites correlacionados ao tema estudado.
 Aliar resolução de problemas ao jogo, no ensino de matemática, é o objetivo principal dessa proposta de trabalho.
 O desenvolvimento do projeto se dará em horário contrário ao de aula do aluno, uma vez por semana, a partir do mês de Agosto. O tempo dependerá da atividade a ser realizada, bem como a duração dependerá das habilidades a serem desenvolvidas, variando de 1 hora a 1 hora e meia.

8. Recursos a serem utilizados (tecnológicos ou não)
• Textos (regras de jogos e situações-problemas)
• Músicas;
• Jogos matemáticos;
• Televisão e vídeo;
• Dados, pinos, tampinhas, canudos, fita métrica, material dourado, embalagens, cartazes;
• Data show;
• Computadores (Paint, editor de texto, jogos – quiz e bingo, internet).

9. Registro do processo
Através de portfólio e registros feitos no BrOffice Writer

10. Avaliação e Resultados esperados
 A avaliação se dará no decorrer do processo de forma global, contínua e sistemática, observando as necessidades dos alunos e favorecendo-lhes o desenvolvimento de suas aprendizagens, levando-se em conta suas condições individuais e o processo de inclusão, realizando, assim, intervenções pedagógicas favoráveis à aprendizagem de todos.
 A importância que se dará ao erro será uma questão fundamental no processo avaliativo, pois o erro representa, entre outras manifestações do aluno, indícios do seu processo de construção de conhecimentos.
 Haverá também momentos de avaliação do encontro e de auto-avaliação no Writer.

11. Divulgação / Socialização do Projeto realizado
Blog da escola e em reuniões coletivas com os professores.
Poster, Painel, Blog, Evento.....

12. Referências Bibliográficas
GOULART, Beatriz L. O ciclo de aprendizagem como meio neutralizador do fracasso escolar. Educação & Temas Contemporâneos, vol. II. Ed. da PUC Goiás; Brasília: Sindicato dos Professores do Distrito Federal, 2010

KAMIL, C. A criança e o número: implicações educacionais da teoria de Piaget para a atuação junto a escolares de 4 a 6 anos. Trad. Regina A. de Assis, 1995.

PCNParâmetros Curriculares Nacionais: Matemática/Secretaria de Educação Fundamental – Brasília: MEC/SEF, 1997

Eternamente Paulo Freire


Eu não poderia de deixar de falar de Paulo Freire, o mais célebre educador brasileiro, que teve como objetivo maior da educação a conscientização do aluno.

Freire criticava a ideia de que ensinar é transmitir saber, porque para ele a missão do professor era possibilitar a criação ou a produção de conhecimentos. Os dois lados, tanto o aluno como o professor, aprendem juntos um com o outro; e para isso é necessário que as relações sejam afetivas e democráticas, garantindo a todos a possibilidade de se expressar.

Quando vivemos a autenticidade exigida pela prática de ensinar-aprender participamos de uma experiência total, diretiva, política, ideológica, pedagógica e ética. O respeito à autonomia e à dignidade de que fala Freire, é um imperativo ético e não um favor que podemos ou não conceder aos outros.


Portanto, não podemos falar de projetos sem mencionar e fazer uso dos ensinamentos de Freire.

Beatriz

domingo, 25 de julho de 2010

Cultura digital e currículo


Um parceiro importante da educação é a inclusão digital, a qual deve ser parte do processo de ensino de forma a promover a educação continuada.

Léa Fagundes levanta a importância de integrar a escola na cultura digital, sem que ela permaneça com sua cultura e tradição. Para isso a escola precisa de muito conhecimento para se apropriar dessa nova cultura (educação digital).

Nos dias atuais, para que um indivíduo possa se tornar um cidadão crítico e empreendedor é necessário que ele tenha acesso não somente à educação, mas, também, às tecnologias da informação e comunicação – especialmente, o computador -, uma vez que estas permitem o acesso rápido e atualizado às informações (Jesus, 2006).

No campo da educação a inclusão digital perpassa principalmente a alteração do papel do professor na escola. A sala de aula não deve mais ser vista como antes. Cabe ao professor transformá-la em um espaço de convívio onde sua função é ser estimulador e provocador das atividades realizadas pelos alunos por meio do uso de computadores, além de escutar e desafiar os educandos, tornando-se um orientador na busca de respostas às suas indagações.

Para que ela aconteça de fato nas escolas (na sociedade) e os alunos sintam-se incluídos efetivamente é necessário uma mudança da prática pedagógica nela existente, além é claro, de investimento pesado, por parte dos governantes através de políticas públicas (equipamentos, formação continuada..) que atendam a demanda do mundo atual.

Beatriz Goulart

Currículo X Tecnologia




Eu vejo que as tecnologias devem melhorar a vida do ser humano. Elas devem garantir melhor qualidade de vida; melhores condições de aprendizagem, e, principalmente, a garantia de que podemos construir um mundo mais humano!

Nesse processo, TICs + educação, não podemos desprezar alguns pontos fundamentais: a ruptura com sincronia comunicacional espaço temporal/face a face e a diferenciação de formas de mediação pedagógicas.

Sabemos que graças aos novos suportes se ampliou as possibilidades de disseminação e de produção de conhecimento. Podemos citar exemplos dos Cds, Dvds e internet. Esses suportes e aparatos estão recodificando nossa cultura e linguagem. Esses elementos articulados enriquecem a transmissão dos conteúdos.

O nosso currículo deve privilegiar o tipo de recurso didático-pedagógico e qual a solução mais apropriada para que os processos comunicativos facilitem a construção de novos conhecimentos. A tecnologia trazida pelo currículo deve criar novos ambientes que possibilitam iniciar e manter um diálogo acadêmico frutífero entre todos os atores envolvidos no processo, inclusive a instituição.

Estas novas tecnologias devem ser pensadas como uma forma de melhorar a qualidades do ensino, sendo necessário o compromisso de todas as instâncias e atores que participam do processo educativo: dos órgãos que definem as políticas educativas; dos professores e alunos; da aquisição de equipamentos e da formação de professores.
Por isso é importante perceber que as questões políticas, sociais, econômicas e filosóficas ainda, e sempre serão pertinentes. Isso porque na verdade são elas que moldam esses processos. Assim, antes de tudo precisamos perceber e refletir sobre quais as ideologias que estão presentes.

Beatriz Goulart

terça-feira, 6 de julho de 2010

O trabalho com projetos


O trabalho com projetos considera o aluno sujeito da aprendizagem – ativo e autônomo para criar, para construir e representar o conhecimento.

A escola objetiva formar cidadãos autônomos e participativos na sociedade. Para conseguir formar este cidadão, é preciso desenvolver nos alunos a autonomia. O papel do educador, em suas intervenções, é o de estimular, observar e mediar, criando situações de aprendizagem significativa.

A idéia de projetos, de acordo com a professora Maria Elizabeth, está colocada como uma nova forma de organizar e realizar as atividades, atendendo as necessidades e interesses dos sujeitos envolvidos, bem como da realidade enfrentada. “O projeto tem que está sempre comprometido com ações, mas é algo aberto e flexível ao novo. É uma atividade organizada, que tem por objetivo resolver um problema”.

Dessa forma, o projeto deve ser considerado como um recurso, uma ajuda, uma metodologia de trabalho destinada a dar vida ao conteúdo tornando a escola mais atraente. Significa valorizar o que os alunos já sabem ou respeitar o que desejam aprender naquele momento.


Segundo Paulo Freire "o trabalho do professor é o trabalho do professor com os alunos e não do professor consigo mesmo". É fundamental que o professor saiba produzir perguntas pertinentes que façam os alunos pensarem a respeito do conhecimento que se espera construir, pois uma das tarefas do educador é, não só fazer o aluno pensar, mas acima de tudo, ensiná-lo a pensar certo.

Beatriz

Entrevista

Tecnologias trazem o mundo para a escola
18.07.2008


Professora associada da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, Maria Elizabeth Bianconcini Almeida mais conhecida como Beth Almeida, se dedica a estudar a aplicação de novas tecnologias na educação, desde 1990. Na época, ajudou a estruturar o núcleo de informática da Universidade Federal de Alagoas. Com mestrado e doutorado na área, atua como docente no Programa de Pós-Graduação em Educação pesquisando Novas Tecnologias em Educação.

Em entrevista ao Jornal do Professor, a especialista ressaltou a importância da capacitação dos educadores para a modernização da sala de aula. Segundo ela, as ferramentas de produção colaborativa já são as mais utilizadas e o futuro das escolas será pautado por uma palavra: conectividade.

1. O que são exatamente as novas tecnologias que estão sendo aplicadas na educação?

Quando falamos de novas tecnologias fazemos referência, principalmente, àquelas digitais. Hoje, sabemos que a tendência é de que haja uma convergência de tecnologias e mídias para um único dispositivo. O essencial é que este dispositivo possua ferramentas de produção colaborativa de conhecimento, de busca de informações atualizadas. Isso possibilita uma comunicação multidirecional, na qual todos são autores do processo ou, pelo menos, têm potencial para ser.

2. Quando surgiu a discussão sobre esse assunto?

O primeiro projeto público surgiu no Brasil em meados da década de 1980. Era o EDUCOM, um projeto de pesquisa desenvolvido em conjunto por cinco universidades públicas que se dedicaram à produção de softwares, formação de educadores e desenvolvimento de projetos pilotos nas escolas.

3. Há uma certa polêmica em torno do uso das tecnologias em sala de aula. Afinal, os efeitos são positivos ou negativos para o desempenho dos alunos?

Vivemos numa sociedade informatizada. Não podemos negar o contato com a tecnologia justamente para a população menos favorecida que, em geral, só teria condições de acessá-la no ambiente escolar. Pesquisas mostram resultados promissores quando as tecnologias de informação e comunicação (TICs) são utilizadas de forma adequada, que oriente o uso para a aprendizagem, o exercício da autoria e o desenvolvimento de produções em grupo.

4. Como elas devem ser usadas do ponto de vista pedagógico?

As novas tecnologias podem ser usadas de diferentes maneiras, mas podem trazer soluções mais eficazes em projetos que envolvem a participação ativa dos alunos, como em atividades de resolução de problemas, na produção conjunta de textos e no desenvolvimento de projetos. O fundamental nessas tarefas é fazer com que os alunos utilizem a tecnologia para: chegar até as informações que são úteis nos seus projetos de estudo, desenvolver a criatividade, a co-autoria e senso crítico.

5. Na era da tecnologia, como serão as salas de aula do futuro?

A primeira mudança é a expansão do espaço e do tempo. Rompe-se com o isolamento da escola entre quatro paredes e em horários fixos das aulas. Teremos a escola no mundo e o mundo na escola. Isso, porque o conhecimento não se produz só na escola, mas também na vida - numa empresa, num museu, num parque de diversões, no meio familiar. Tais espaços poderão se integrar com as práticas escolares e provocarão uma revisão no conceito de escola e de currículo. Os equipamentos serão bem diferentes, estarão disponíveis em qualquer lugar, talvez nem tenhamos que carregá-los. A conectividade é que vai nos acompanhar em todos os lugares.

6. Quais serão as principais ferramentas dos professores? Que tipo de recurso já está sendo utilizado?

Já temos uma série de instrumentos sendo utilizados pelos professores. Os blogs, por exemplo, são bastante disseminados entre os docentes. O WiKi, que é um programa virtual de produção colaborativa de textos, também. Entretanto há outros recursos, como simuladores que permitem visualizar fenômenos da natureza ou do corpo humano que não teríamos condições de acompanhar se não fosse virtualmente; os simuladores propiciam também compreender o significado de funções matemáticas abstratas por meio de testes de hipóteses e da representação gráfica instantânea.

7. A senhora pesquisou a política de outros paises em relação à aplicação das TICs na educação. Como o Brasil se posiciona em relação a países como Estados Unidos e Portugal?

Atualmente, há uma convergência das experiências em diversos países. Os computadores portáteis, por exemplo, estão sendo testados em todo o mundo, simultaneamente: tanto em países da América Latina, quanto da África, da Europa. O problema, no entanto, não é a disponibilidade das tecnologias e sim a formação de professores para utilizar as TICs. Outro problema que também se evidencia em todos os países é a concepção de currículo. Precisamos superar a idéia do currículo prescrito como lista de tópicos de conteúdo. O currículo deve ser construído integrando o que emerge da própria relação cotidiana entre professores e alunos. Muitas vezes, os currículos não abordam habilidades e competências que precisam ser desenvolvidas. Quando se trabalha com o registro de uma atividade num blog, por exemplo, os alunos desenvolvem um projeto pelo computador, que tem o seu desenvolvimento registrado e, assim, é possível identificar diferentes dimensões do currículo que foram trabalhadas no projeto, o que vai muito além do currículo prescrito.

8. O que está sendo feito hoje em termos de formação de professores?

Em primeiro lugar, no Brasil, todos os programas voltados para TICs na educação têm essa preocupação de capacitar os professores. Mais do que permitir o acesso à tecnologia, os programas trabalham a preparação dos educadores. E isso é uma questão de longo prazo, porque a formação se dá ao longo da vida, tem que ser continuada e voltada para a própria prática. Além disso, temos hoje várias pesquisas sendo desenvolvidas nesta área e o Brasil se destaca por ter um projeto de tecnologias na educação que integra a formação de educadores, a prática de uso de tecnologias e a pesquisa científica