Quantos estão online?

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Navegando à deriva...


Navegando à deriva deu uma sensação de liberdade. Escolho o caminho que quero, vou onde quero sem me preocupar por onde estou indo e que caminho estou seguindo. É como se fosse viajar sem destino, sem pressa de ir e nem data pra voltar. E ainda mais, retornar não necessariamente por onde passei, até porque o destino é incerto. Muito legal!

Queria entretenimento, daí cliquei em cinema...Descobri que a atriz de Titanic, Glória Stuart, morreu aos 100 anos em setembro (intérprete de Rose)... quando percebi estava em outra página, tentando descobrir a data provável do lançamento do filme “Eat Pray Love” (Comer, Rezar e Amar) com Júlia Roberts, baseado no livro de Elizabeth Gilbert (este eu recomendo, até lembra essa navegação à deriva! Pois ela embarca em uma jornada de busca de auto descoberta deixando família, trabalho e amigo para trás)... entrei em sites de vendas de filmes, aí é claro retornei. Enfim, acabei entrando em um blog “adoro cinema blog”, vasculhei li vários comentários de filmes e ainda aproveitei para concorrer à ingressos para assistir Wall Street – O dinheiro nunca dorme.

Acessando posteriormente o site da Wikipédia e pesquisando sobre hipertexto a viagem já teve outro rumo, eu tive um ponto de partida e buscava conhecimentos sobre isso. Fui informada que o sistema de hipertexto mais conhecido é o Wold Wide Web (Rede de alcance mundial), ele é um sistema de documentos em hipermídia que são interligados e executados na Internet (WWW).

Clicando nos links pude perceber que todos tinham uma ligação com o assunto principal, ou seja, eles remetem a outros textos ou a outros pontos do mesmo texto. O que me chamou a atenção é que em determinados hiperlinks ou links a própria página informa que não tem fonte (biografia), com isso pude perceber que a Wikipédia é um site colaborativo, onde as pessoas podem colaborar com informações.

O trabalho com hipertexto poderá ser uma grande ferramenta para as aulas de produção de texto, pois a aprendizagem acontece por descoberta, e esta atividade colaborativa trará benefícios no que diz respeito à construção individual e coletiva do conhecimento, de forma dinâmica, e ainda inserindo o aluno no mundo digital.

É bom ressaltar também que é importante que o aluno primeiro entre na internet e faça essa navegação à deriva. É como se fôssemos trabalhar um jogo e antes mostrássemos as peças para eles manuseassem e tirassem suas próprias conclusões. Isso contribui para a construção do conhecimento, ou seja, para uma aprendizagem significativa

Beatriz

Recursos tecnológicos na prática pedagógica


Assistindo o vídeo “O uso dos recursos tecnológicos na prática pedagógica”, disponível no youtube, pude perceber o processo de aprendizagem mediado por tecnologias tecnológicas: o uso da televisão, do microfone, do gravador, do data-show. Tudo isso desperta o interesse, a interação e o envolvimento dos alunos nas atividades propostas.

Percebo que é preciso efetivar os instrumentos, os recursos tecnológicos que são disponibilizados em nossas escolas. É necessário acreditarmos e fazermos uso desses, rompendo com os paradigmas e entendendo o que eles representam no determinado contexto, visto que tudo aponta para um mundo globalizado e sem fronteiras.

Mas... Por outro lado ainda deparamos com a falta de estrutura na maioria das escolas para fazer uso desses recursos que foi mostrado no vídeo (cada aluno com um net book, por exemplo). A minha escola, entre outras, não tem um laboratório de informática que atenda com qualidade os alunos, espaço pequeno, poucos computadores, e a falta de formação para os professores regentes. Com isso percebemos ainda a divisão de classes fundamentada no acesso as TICs.

Beatriz

Assista o vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=ktCZ6v6-Xcw&feature=related

domingo, 21 de novembro de 2010

Brincando e aprendendo com a Matemática


 A Matemática faz-se presente em diversas atividades realizadas pelas crianças e oferece em geral várias situações que possibilitam o desenvolvimento do raciocínio lógico, da criatividade e a capacidade de resolver problemas. Os números nos cercam em casa, na escola, na rua, nos supermercados, nos jogos, nas brincadeiras...

 Dentre os muitos objetivos do ensino de Matemática, encontra-se o de ensinar a resolver problemas, e as situações de jogos representam uma boa situação-problema, potencializando suas capacidades para compreender e explicar os fatos e conceitos matemáticos.

 A matemática escolar tem um papel formativo, ajudando a estruturar o pensamento e o raciocínio lógico. Além disso, é uma ferramenta útil e com uma linguagem de expressão própria, necessária a diversas áreas do conhecimento.

 Esta WEBQUEST, também chamada de “Brincando e Aprendendo com a Matemática”, foi elaborada com a esperança de contagiar o(a) aluno (a) do 5º ano com o desejo de um ensino de Matemática mais prazeroso, fornecendo opções seguras e testadas, e uma reavaliação de sua compreensão de conceitos, gerando reflexão, autoconfiança e liberdade criativa.

http://www.webquestbrasil.org/criador/webquest/soporte_tablon_w.php?id_actividad=23605&id_pagina=1

Trabalhando com hiperlinks


TER COMPUTADOR É SUFICIENTE PARA A INCLUSÃO DIGITAL?

Nos dias atuais, para que um indivíduo possa se tornar um cidadão crítico e empreendedor é necessário que ele tenha acesso não somente à educação, mas, também, às tecnologias da informação e comunicação – especialmente, o computador -, uma vez que estas permitem o acesso rápido e atualizado às informações (Jesus, 2006).

Como acesso fundamental também à educação, essas tecnologias permitem, sobretudo, a permanente formação do cidadão, quer seja por meio de programas de educação a distância, por meio de trocas de informações via internet ou, ainda, pela geração de conhecimento em comunidades virtuais.

A educação é fundamental para o desenvolvimento de um país. É ela que faz o homem e promove o desenvolvimento de modo geral. Disso ninguém discorda. Exemplos não faltam de nações que priorizaram a educação - Irlanda, Espanha e Coréia do Sul - e saíram de uma situação de crise socioeconômica e hoje colhem os bons frutos com um alto nível de renda da população, emprego e respeito internacional.

A importância que se dá à educação está ligada à atenção que o tema conquista da sociedade e a mídia é um bom termômetro dos interesses sociais. “A mídia é uma arena privilegiada do debate público e um ator importante não só na repercussão, mas no próprio agendamento dos grandes temas nacionais”, define o Observatório da ONG Ação Educativa. Ela tem se revelado um dos temas nacionais.

A educação não é uma mercadoria que se compra e que se vende, é um direito de cidadania e deve ser considerada como um direito público. Para tanto, reivindica, com veemência, a interação com recursos tecnológicos informacionais, de modo a promover a formação para o exercício da cidadania e o preparo para o trabalho necessários ao ingresso na sociedade da informação.

Um parceiro importante da educação é a inclusão digital, a qual deve ser parte do processo de ensino de forma a promover a educação continuada. Entende-se por inclusão digital a universalização do acesso às tecnologias da informação, de modo a permitir a inserção de todos na chamada sociedade da informação. No entanto, para além do acesso a um computador e à rede, o domínio dessas ferramentas é que tornam seu usuário um incluído.

A inclusão digital é necessária a fim de possibilitar a toda população o usufruto dos mais variados serviços prestados via internet. É, antes de tudo, melhorar as condições de uma determinada região ou comunidade com a ajuda da tecnologia. Aliás, tal inclusão só existe se os recursos tecnológicos forem utilizados em prol da melhoria da qualidade de vida das pessoas.
Assim, um incluído digitalmente não é aquele que apenas utiliza essa nova linguagem, que é o mundo digital, para trocar e-mails; mas, essencialmente, aquele que usufrui desse suporte para melhorar as suas condições de vida, simplificando a sua rotina diária, maximizando o tempo e as suas potencialidades.

Beatriz

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Quem sou como educador e aprendiz?


Como foi citado por Nóvoa, é difícil ser educador hoje, é mais complexo do que foi no passado. Temos que lidar com a construção do saber, mas também com a tecnologia e a complexidade social. A escola pública universalizou, alunos de diferentes grupos sociais freqüentam a escola tornando muito mais difícil o nosso trabalho. Convivemos com a violência, com a droga, com o descaso com a educação pública, com famílias desestruturadas, falta de democracia, escolas sem estrutura e tecnologia, baixos salários, e por assim vai.

Como educadora, me sinto aprendiz. Pois tenho consciência da complexidade que permeia nossas escolas e que é fundamental a formação continuada dos professores, para que possamos ser organizadores de aprendizagens via os novos meios informáticos.

A escola precisa tornar-se atrativa e atender com qualidade o nosso aluno. Precisamos buscar conhecimentos, ou melhor, construir conhecimentos, para que possamos articular os diferentes conteúdos de forma interdisciplinar e contextualizados, promovendo no aluno a construção da aprendizagem crítica e reflexiva junto à comunidade e à sociedade.

Eis que é uma tarefa muito difícil, mas não impossível.

Beatriz

Proposta de projeto



ROTEIRO PROPOSTA DO PROJETO

1. Identificação
Nome do cursista: Beatriz Leite Goulart
Nome da Escola: Escola Classe 01 Local (cidade/estado) Ceilândia
Série: 3º ano do BIA Número de alunos: 25 alunos
Professores envolvidos: Coordenadora pedagógica e professores da turma

2. Problemática a ser estudada / Definição do Tema

Brincando e aprendendo com a Matemática-compreensão de conceitos matemáticos

3. Justificativa

Estimular a compreensão de conceitos matemáticos visto que os alunos demonstram dificuldades na resolução de atividades que envolvem o raciocino lógico matemático.

4. Objetivo (s) Desenvolver habilidades que permitam resolver problemas e lidar com informações numéricas, gerando reflexão, autoconfiança e liberdade criativa; procurar despertar o interesse pela Matemática através de jogos e integrar a utilização do computador e os recursos tecnológicos à prática pedagógica de forma proveitosa e prazerosa.

5. Conteúdos
 Compreender a representação numérica de nosso Sistema Decimal de Numeração;
 Resolver situações problemas que envolvam operações com números naturais de acordo com a série;
 Observar e reconhecer as formas geométricas presentes na natureza e nos objetos criados pelo homem;
 Desenvolver o raciocínio lógico matemático e a imaginação criadora;
 Passar por várias experiências concretas envolvendo o conceito da adição, da subtração, da multiplicação e da divisão;
 Leitura e interpretação de situações-problema;
 Utilizar diferentes estratégias e registros, explicando o processo percorrido de suas resoluções;
 Desenvolver a linguagem oral;
 Criar e compreender regras.

6. Disciplinas envolvidas
Português e Matemática

7. Metodologia / Procedimentos / Cronograma Os alunos serão atendidos em vários espaços da escola, dependendo da atividade que será desenvolvida naquele dia (sala de aula, quadra de esportes, sala de vídeo e laboratório Informática).
 Em reunião pedagógica juntamente com os professores que participam do projeto interventivo serão discutidas e elaboradas as atividades que serão desenvolvidas com os alunos. Elas serão conduzidas e planejadas de acordo com o currículo do Ensino Fundamental – Anos Iniciais.
 As atividades propostas envolverão conceitos de número e operações e permitirá à criança criar, discutir problemas, utilizar diferentes estratégias e registros, explicar o processo percorrido e comunicar suas resoluções. Oportunizando aos alunos vivenciar problemas interessantes e significativos.
 Os alunos desenvolverão atividades no laboratório de informática, utilizando jogos (quiz), software educativo e sites correlacionados ao tema estudado.
 Aliar resolução de problemas ao jogo, no ensino de matemática, é o objetivo principal dessa proposta de trabalho.
 O desenvolvimento do projeto se dará em horário contrário ao de aula do aluno, uma vez por semana, a partir do mês de Agosto. O tempo dependerá da atividade a ser realizada, bem como a duração dependerá das habilidades a serem desenvolvidas, variando de 1 hora a 1 hora e meia.

8. Recursos a serem utilizados (tecnológicos ou não)
• Textos (regras de jogos e situações-problemas)
• Músicas;
• Jogos matemáticos;
• Televisão e vídeo;
• Dados, pinos, tampinhas, canudos, fita métrica, material dourado, embalagens, cartazes;
• Data show;
• Computadores (Paint, editor de texto, jogos – quiz e bingo, internet).

9. Registro do processo
Através de portfólio e registros feitos no BrOffice Writer

10. Avaliação e Resultados esperados
 A avaliação se dará no decorrer do processo de forma global, contínua e sistemática, observando as necessidades dos alunos e favorecendo-lhes o desenvolvimento de suas aprendizagens, levando-se em conta suas condições individuais e o processo de inclusão, realizando, assim, intervenções pedagógicas favoráveis à aprendizagem de todos.
 A importância que se dará ao erro será uma questão fundamental no processo avaliativo, pois o erro representa, entre outras manifestações do aluno, indícios do seu processo de construção de conhecimentos.
 Haverá também momentos de avaliação do encontro e de auto-avaliação no Writer.

11. Divulgação / Socialização do Projeto realizado
Blog da escola e em reuniões coletivas com os professores.
Poster, Painel, Blog, Evento.....

12. Referências Bibliográficas
GOULART, Beatriz L. O ciclo de aprendizagem como meio neutralizador do fracasso escolar. Educação & Temas Contemporâneos, vol. II. Ed. da PUC Goiás; Brasília: Sindicato dos Professores do Distrito Federal, 2010

KAMIL, C. A criança e o número: implicações educacionais da teoria de Piaget para a atuação junto a escolares de 4 a 6 anos. Trad. Regina A. de Assis, 1995.

PCNParâmetros Curriculares Nacionais: Matemática/Secretaria de Educação Fundamental – Brasília: MEC/SEF, 1997

Eternamente Paulo Freire


Eu não poderia de deixar de falar de Paulo Freire, o mais célebre educador brasileiro, que teve como objetivo maior da educação a conscientização do aluno.

Freire criticava a ideia de que ensinar é transmitir saber, porque para ele a missão do professor era possibilitar a criação ou a produção de conhecimentos. Os dois lados, tanto o aluno como o professor, aprendem juntos um com o outro; e para isso é necessário que as relações sejam afetivas e democráticas, garantindo a todos a possibilidade de se expressar.

Quando vivemos a autenticidade exigida pela prática de ensinar-aprender participamos de uma experiência total, diretiva, política, ideológica, pedagógica e ética. O respeito à autonomia e à dignidade de que fala Freire, é um imperativo ético e não um favor que podemos ou não conceder aos outros.


Portanto, não podemos falar de projetos sem mencionar e fazer uso dos ensinamentos de Freire.

Beatriz